Nada contra você, até iria no seu enterro.


"É meio desgastante essa coisa de tentar agradar, dar o seu melhor, fazer a coisa certa e querer ser motivo de orgulho e no final só ouvir que você não faz nada direito. Dá uma vontade de fazer tudo errado de uma vez, só pra ser xingado com razão."

Sinto-me entre grades. Grades das quais eu nunca pretendia ver, colocar as mãos e sentir o frio junto com o medo aterrorizar-me e arrepiar-me completamente ou, até mesmo, nunca quis tê-las em minha frente. Nunca quis sentir seu cheiro de ferrugem entranhar pelas minhas narinas e muito menos chegar a sentir sua frieza mesmo estando a quase um metro de distância. Grades velhas e enferrujadas, acabadas melhor dizendo, caindo aos pedaços… Grades que deveriam estar mortas junto com meu coração. Horríveis e horripilantes, invisíveis e imaginárias. Eu deveria apelidá-las com de “sinistras” mas, cheguei a conclusão de que isso seria apenas um simples elogio para elas, essa palavra não as machucariam como me machucam. Então pensei melhor e que tal “pegadora de sonhos”? Não, não, acho melhor que seja “quebradora de esperanças”… Ou melhor, que tal “saco de infelicidades”? Acho que essa última serviria completamente bem nesse buraco mal encaixado. Sinto-me trancafiada em um quarto onde a escuridão prevalece, levando-me a loucura de bater a cabeça nos colchões velhos e mofados, onde a solidão não se é nem um pouco mais rara, ninguém me pergunta como estou ou se o teatro já está ao fim, ninguém me afaga ou me acaricia, ninguém nem mesmo me chama de puta, feia ou vadia… Melhor dizendo, não tem ninguém aqui. Meu coração ainda está batendo, ele continua lutando e se mergulhando em poços sem avisos, sem ao menos se dar conta de que tudo tem sua fundura… Ele continua aqui, mas não por vontade própria. […] Trancafiada pela dor, a horrível dor. Onde a vontade de sumir, de ser totalmente inexistente toma-me todo o tempo. Sinto-me separada do mundo lá fora, separada da luz, do amor. […] Maldita prisão, maldita solidão. E vejo-me em um reflexo de minhas próprias lágrimas. Pobre garota é esta. Aprisionada em suas próprias lembranças de momentos felizes e iluminados pela satisfação, doloridas memórias… Pobre garota, parece tão dependente da felicidade, aquela felicidade que partiu sem dar respostas e levou contigo seus sorrisos. Nem por um minuto conseguiu se segurar de pé, teve que se afundar em abismos e prisões das quais nunca sonhara em ter. Pobre garota, parece minúscula naquela sujeira, inexperiente na tristeza… Pobre eu. Tão idiota a ponto de prender-me a solidão, a desilusão. Escolher rumos vazios, ou melhor, escolher rumo algum. Apenas ficar ali, se iludindo ainda mais com estas tais “grades”, que foram criadas por mim mesma.  Gabriela, Brandur-a.


menina-malcriada:

“Lá vai ela e a mesma cara de morta.” eu costumava ouvir isso todo dia. Mas é claro que não entendiam a cara de ‘morta’, estamos falando da sociedade. Essa sociedade. Mal sabe o que fala. Utiliza as piores palavras e ofende de tal forma e tantas vezes que a pessoa acaba se corroendo por dentro e também por fora. A auto-estima abaixa e a tristeza se acomoda em nossa rotina. A sociedade não entende o que é saber lidar com um coração partido muito menos sabe o poder das palavras. Creio que se soubesse ainda faria o que faz só que mil vezes pior. Acho que a sociedade deixou passar apenas uma coisa despercebida (…) uma hora o monstro da indiferença instala-se no coração e nem os piores xingamentos vão doer e nem um coração partido vai doer.”

                                                                      Rachel Benchimol


"Apenas escrevo. Escrevo por falta de amigos e excesso de sentimentos. Escrevo para desabafar sem que alguém me julgue ou dê palpites em minha vida. Escrevo porque o papel me entende melhor que as pessoas. Ele me absorve, me completa. Escrevo para expressar o que minha voz já não consegue falar. Escrevo para esvaziar todas as minhas mágoas, dores e ilusões, que de alguma forma, eu ainda guardo no peito. Minha paixão por palavras já superou muita coisa. Já evoluiu muito, já adquiriu um sentido especial. Minhas idéias confusas alinham-se e ajeitam-se em meras linhas. Ainda dói um pouco. É confuso. É complicado falar de sentimentos tão complexos por meio de letras e símbolos. Mas escrevo. Escrevo porque é o que me resta. É minha única saída. Escrevo por opção, por necessidade, por desejo. E se não escrevo, me afogo em pensamentos. Escrevo para mim mesma, não para os outros. Escrevo o que sinto, não o que os outros desejam ler. Escrevo para ser verdadeiro, e não perfeito."
~ Frustrada.    (via prosa-e-verso)

"_ Machuquei.
_ Onde? não to vendo nada.
_ É porque não da pra ver, foi fundo a ferida.
_ Rezando que você não estava né… onde machucou? Me mostra.
_ Pior que estava… não dá pra ver.
_ Rezando pra que? Duvido! Me mostra logo, se a ferida foi funda pode inflamar se não cuidar direito.
_ Tava rezando pra gente dar certo, mas ai quando eu abri os olhos eu percebi que isso nunca aconteceria, nem com mil rezas, e isso machuca. Mas não tem problema, eu já estou acostumada, sei muito bem tratar de feridas assim. É só fingir que elas não existem e sorrir."
~ quase-heroina   (via intimidadedegarota)

 Querida felicidade a partir de hoje sinto-lhe informar que desta porta não passa ao menos que tenha intensão de permanecer. À dias fico ansiosa com sua visita e o máximo que recebo são minutos sorrindo. Me diga qual é a sua intensão já que não percebe que o que eu preciso é uma dose completa, preciso que invada cada parte do meu corpo, com tudo o que tem direito. Não me venha com essa história de que a felicidade é passageira. O tempo é quem passa, quem me diz que você é feita de tempo?! Creio que as escolhas que faço que tem colocam no meu caminho; Quanto à doses, não me refiro à doses do tamanho de whisky, prefiro uma dose do maior tamanho que você tiver. Caso contrário mande a data de validade junto com o pacote para caso expirar eu ter noção de que a falha foi minha de não correr à um posto mais próximo e comprar outra dose; Que tolice minha, te tratar como um produto de supermercado, daqueles que ficam amontoados e tristemente largados em prateleiras, daquelas que possuem até dia de promoção. Como “faça pouco se seja feliz”. Como se a gente fosse feliz com pouco. Que nada, somos tão consumistas que queremos fazer de tudo para conseguir o máximo. Ah dona felicidade, deve ser por isso então que você se vai sem ao menos se despedir. De tanto ser explorada se cansa e vai, sem dizer uma palavra. Se eu soubesse desde o início que as coisas funcionavam assim não teria exigido tanto de ti; “Exigir” até parece que precisam fazer isso com você, você não é escrava de ninguém. É puro egoísmo desejar tê-la só para ti, ou pura inveja ver que outro te possui mais que eu. O que eu sinto está mais para pura saudade. Saudades de rir escandalosamente, de fazer besteiras sem nem ligar o que os outros pensam. Então diga-me, dona. O que tens de tão forte que nos faz parecer assim, tão tolos, tão diferentes mas tão iguais. (…) E pensando aqui sozinha à sua espera que concluo que graças a sua bondade de os fazer uma breve visita que se desencadeia outros sentimentos, aqueles sombrios ou aqueles que nos deixam mais tolo do que possível. Daqueles que pairam nossa ideia no ar ou que nos limitam de fazer qualquer coisa; Dá próxima vez que for atrás de ti vou ler a bula por inteira, pra ver se caso outros sintomas forem detectados é para nos livrarmos de você ou procurar um medico.  - Izabella Mine ( flores-deoutrora ) - Felicidade escrava


"Escrevo isso e choro. Porque quero tanto e não quero tanto. Porque se acabar morro. Porque se não acabar morro. Porque sempre levo um susto quando te vejo e me pergunto como é que fiquei todos esses anos sem te ver. Porque você me entedia e dai eu desvio o rosto um segundo e já não aguento de saudade. E descubro que não é tédio mas sim cansaço porque amar é uma maratona no sol e sem água. E ainda assim, é a única sombra e água fresca que existe. Mas e se no primeiro passo eu me quebrar inteira? E se eu forçar e acabar pra sempre sem conseguir andar de novo? Eu tenho medo que você seja um caminhão de luz que me esmague e me cegue na frente de todo mundo. Eu tenho medo de ser um saquinho frágil de bolinhas de gude e de você me abrir. E minhas bolhinhas correrem cada uma para um canto do mundo. E entrarem pelas valetas do universo. E eu nunca mais conseguir me juntar do jeito que sou agora. Eu tenho medo de você abrir o espartilho superficial que aperto todos os dias para me manter ereta, firme e irônica. Minha angústia particular que me faz parecer segura. Eu tenho medo de você melhorar minha vida de um jeito que eu nunca mais possa me ajeitar, confortável, em minhas reclamações. Eu tenho medo da minha cabeça rolar, dos meus braços se desprenderem, do meu estômago sair pelos olhos. Eu tenho medo de deixar de ser filha, de deixar de ser amiga, de deixar de ser menina, de deixar de ser estranha, de deixar de ser sozinha, de deixar de ser triste, de deixar de ser cínica. Eu tenho muito medo de deixar de ser."
~ Tati Bernardi.   (via r-o-s-a-s)